Pesquisando no site do Wikipédia, pude descobrir várias opiniões de religiões sobre o Homossexualismo. Como eu sou professora de Ensino Religioso, achei bem interessante saber um pouco sobre este assunto.
A Igreja Católica Romana considera o comportamento sexual humano quase sacramental por natureza. Quaisquer ações relativas ao comportamento sexualhomogenital são considerados pecaminosos porque atos sexuais, por natureza, são unitivos e procriativos - e assim devem continuar sendo. A Igreja também entende que a complementaridade dos sexos seja parte do plano de Deus para a humanidade. Atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo são incompatíveis com essas crenças:
"Atos homossexuais são contrários à lei natural (...) Eles não vêem de uma complementaridade afetiva e sexual genuína. Não são aprovados sob nenhuma circunstância."
Esses ensinamentos não são limitados à homossexualidade, mas também são a premissa geral para as proibições Católicas contra, por exemplo, fornicação, todas outras formas de sexo não-natural (sodomia), contracepção, pornografia e masturbação.
O assunto da homossexualidade é controverso na Igreja Anglicana. Durante a décima-terceira Conferência de Lambeth em 1988, uma resolução foi aprovada declarando que atos homossexuais são "incompatíveis com a escritura" por uma votação de 526 a 70. No entanto, o documento também continha uma declaração dizendo que esta política não seria a palavra final e a pesquisa continuaria (As Resoluções de Lambeth não são obrigatórias para as igrejas membros da Igreja Anglicana, mas têm considerável autoridade moral). Outras resoluções foram aprovadas, como a Issues in Human Sexuality, aprovada em 1991, que declara que relações estáveis entre pessoas do mesmo sexo são aceitáveis para leigos mas não para o clero.
Em 2003, a Igreja da Inglaterra anunciou a nomeação de Jeffrey John, um clérigo vivendo em uma relação doméstica com outro homem, como bispo de Reading. Tradicionalistas da Igreja se sentiram ofendidos e John sucumbiu à pressão do Arcebispo de Cantuária (que tinha apoiado a nomeação inicialmente) e outros para desistir antes que tivesse sido formalmente eleito. Ele foi então nomeado Deão de Saint Albans. Até o ano de 2004, outras províncias tais quais a Igreja Episcopal dos Estados Unidos, a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, a Igreja Anglicana do México, a Igreja Episcopal da Escócia e a Igreja Anglicana da África Meridional permitiam a ordenação de clérigos homossexuais não-celibatários e a benção de uniões do mesmo sexo. Na Igreja Anglicana do Canadá, seis paróquias na Diocese de New Westminster abençoam uniões entre pessoas do mesmo sexo, e o deão Peter Elliott daquela diocese é um homossexual em uma relação compromissada.
Pontos de vista luteranos quanto à homossexualidade são variáveis porque os luteranos não têm uma organização central.
A Evangelical Lutheran Church in America (Igreja Luterana Evangélica nos Estados Unidos), o maior conjunto de igrejas luteranas dos Estados Unidos, com pouco menos de dois terços dos americanos luteranos, "aprovou uma resolução em sua assembléia anual conclamando bispos a não punir pastores que se encontram em 'relações fiéis e compromissadas com pessoas do mesmo sexo'".
Em contraste, a Lutheran Church - Missouri Synod (Igreja Luterana - Sínodo de Missouri) é fortemente contra a aceitação de comportamento homossexual.
Em A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias a homossexualidade é oficialmente vista como um conjunto de "pensamentos, sentimentos ecomportamentos, e não como uma condição inalterável. A igreja acolhe os seus membros oficialmente gays ou lésbicas sob certas condições. Ela ensina que os desejos e sentimentos homossexuais, embora por vezes são indesejados, podem e devem ser verificados e controlados. A lei da castidade, seguida pela igreja e que orienta os membros a não praticarem o sexo antes do casamento, é aplicada aos membros homossexuais da mesma forma. A prática da homossexualidade sem arrependimento está sujeita a excomunhão, assim como o adultério ou quebra da lei da castidade. No entanto, os membros da igreja que possuem tendências homossexuais permanecem dentro da igreja, desde que se abstenham da prática homossexual. Esses membros são constantemente acompanhados espiritualmente por seus líderes.
A posição da Igreja sobre a homossexualidade mudou ao longo dos anos, e apenas na década de 1990 começou, pela primeira vez, a reconhecer a existência de orientação sexual independentemente do ato de sodomia, que sempre foi considerado um pecado pelo movimento religioso. A Igreja condena a homossexualidade tanto masculina quanto feminina e também faz campanha contra a aplicação de leis que garantam o casamento legalizado para lésbicas e gays. De acordo com a Igreja, tais leis vão contra o princípio familiar, que na opinião da estrutura mundial, prejudicam a tradição do casamento heterossexual monogâmico. A questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo continua a ser uma das primeiras batalhas políticas da Igreja.
A posição do movimento religioso é objeto de críticas por parte de associações para o reconhecimento dos homossexuais que acreditam que a Igreja promove a homofobia por sua posição contrária sobre esta questão.
A questão da homossexualidade é tratado de forma diferente e a partir de diferentes pontos de vista pelas igrejas presbiterianas ao redor do mundo.
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